Tipos para texto e tipos display – quando usar?

Nós já falamos aqui no blog sobre Tipos Display, comentando o seu processo de criação e também porque criar fontes digitais. Hoje vamos trazer um assunto diferente: as diferenças entre as fontes de texto e as fontes criadas para serem usadas como display. Você sabe dizer quais são as características de cada uma? Quais as suas aplicações? Existem regras para seu uso?

Bem, no geral, as fontes para texto são desenvolvidas para serem usadas em tamanhos menores. Elas devem ser legíveis em tamanhos pequenos e possuem um desenho mais limpo, mantendo proporções e formas tradicionais para serem facilmente identificadas.

Já as fontes display, também conhecidas como fontes decorativas ou fantasia, são projetadas para serem usadas em tamanhos grandes, geralmente em pequenos blocos de texto como cartazes e embalagens. Ao contrário das fontes para texto, os tipos display podem deixar de lado a legibilidade necessária em grandes blocos de texto com um tamanho de fonte menor, e dar lugar a uma personalidade forte, elaborada e com formas mais expressivas e impactantes.

“As mesmas características que tornam os tipos display atraentes em tamanhos avantajados – formas comprimidas ou estendidas demais, contraformas excepcionalmente grandes ou pequenas, detalhes complexos, fortes referências pictóricas – tornam-os inapropriados para o uso em tamanhos menores em blocos de texto. Tenha em mente que os tipos display são feitos mais para serem vistos do que lidos.” (KANE, 2012)

Podemos encontrar os tipos display em diferentes temáticas e inspirados em qualquer coisa que você puder imaginar: escrita vernacular, objetos, animais, tecnologia, arte, entre outros. Eles não precisam necessariamente aderir às rigorosas regras da criação de fontes para texto. Assim, não é à toa que a maioria das fontes desenvolvidas atualmente são tipos display.

Pensando nisso, todo semestre é proposto aos alunos da disciplina de Tipografia do curso de Design da UFSC a criação de uma fonte display, explorando sem limites novas ideias e conceitos e experimentando o processo de criação de uma fonte.

Confira alguns tipos produzidos na turma do primeiro semestre 2015.

Fonte Rodas, por Alexandre Sequeiros Camiña e fonte Zatura, por Eduardo de Oliveira Jurek

Fonte Rodas, por Alexandre Sequeiros Camiña e fonte Zatura, por Eduardo de Oliveira Jurek

Fonte Not posterman, por Liz Hoffmann

Fonte Not posterman, por Liz Hoffmann

Fonte Shisa, por Breno Takamine e fonte Relógio, por Helen dos Santos Pereira

Fonte Shisa, por Breno Takamine e fonte Relógio, por Helen dos Santos Pereira

Fonte Penumbra, por Bruno Abatti

Fonte Penumbra, por Bruno Abatti

Referências

KANE, John. Manual dos Tipos. São Paulo: Gustavo Gili, 2012.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s